Migrando os negócios para o ambiente digital

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Estar hoje no ambiente digital é fundamental para as empresas, independentemente se trabalham com produtos ou serviços. Até mesmo na indústria é importante saber aproveitar o que a tecnologia atual disponível traz para o planejamento, monitoramento e até mesmo execução da operação.

Então, a sua empresa sabe operar, estabelecer estratégias e competir no ambiente físico? E no ambiente digital? Será que este novo ambiente é próprio apenas para o desenvolvimento de um determinado tipo de produção ou produto, como os serviços? Será que é só para as empresas que atuam no mercado B2C e não para o mercado B2B? Será que tem tipos de negócios que só são possíveis de acontecer no ambiente físico ou com poucas vantagens no ambiente digital, como as commodities? Será que é próprio só para empresas como as startups ou as grandes empresas?

Estes tipos de questionamentos surgem quando há a percepção de que se trata de dois mundos paralelos distintos. Contudo, existe um ponto em comum e extremamente importante que funde os dois ambientes de forma indissolúvel: o mercado. O consumidor está inserido nos dois ambientes simultaneamente e se a empresa não estiver presente e sabendo operar neles, ela põe em risco sua sobrevivência por inadequação de atendimento.

Então, o que é produzir e fazer negócios no ambiente digital? O que é promover a transformação digital das empresas? É realmente necessário e vantajoso fazer essa transformação? Se for, qual o processo e velocidade da transformação necessário? Continue a leitura e saiba a resposta para essas perguntas!

Os princípios de uma boa gestão de negócios

Começaremos considerando dois dos principais princípios de uma boa gestão de negócios: ser eficiente na operação e assertivo na abordagem do mercado. Para tanto, é necessário estabelecer indicadores e métricas de desempenho a partir da disponibilidade de dados robustos que gerem informação de qualidade, ou seja, úteis, o que é fator crítico de sucesso.

Analisar a eficiência da operação levando em conta dados no ambiente físico de produção não parece ser um grande desafio, principalmente para empresas de pequeno porte. Porém, o que tem que ser considerado é o recurso gasto para isso, seja de tempo ou mesmo de homem/hora, a qualidade desses dados e fundamentalmente o processamento e análise para se tomar uma decisão ou modificar processos.

Não é raro encontrar relatórios volumosos com inúmeros dados que o gestor nem tem tempo hábil de folheá-los ou o oposto, parcos dados isolados, que faz com que as decisões continuem sendo tomadas mais pelo feeling do que por análise objetiva dos parâmetros. Ainda há na maioria das empresas um desperdício enorme de geração de informação e consequentemente de conhecimento. Normalmente, empresas que operam sem informações são reativas e não proativas.

A importância de estar inserido no ambiente digital

As ferramentas disponibilizadas para se operar no ambiente digital, como as de IoT (Internet das Coisas), associada as de TA (Tecnologia de Automação), as de aprendizado de máquinas, as de TI (tecnologia da informação) e as de Data Analytics rompem com a fronteira física e inserem a empresa no ambiente digital.

É claro que, com a introdução de tecnologias digitais e de automação, é esperada uma redução de custo pela eliminação de processos manuais (exclusão de atividades físicas, automação de processos repetitivos, eliminação de erros, dentre outros). Porém, o impacto maior está na prontidão na disponibilidade das informações, que possibilita a visão integrada da operação, a análise preditiva, a assertividade das decisões e o uso mais adequado dos recursos.

A inclusão do ambiente digital permite que a configuração da produção seja repensada, desde a integração da cadeia de forma mais eficiente e em tempo real até a expansão das plantas com a introdução de modelos de mini-fábricas ou integração da produção quando essa é feita em sites diferentes.

O uso da lógica competitiva para ter vantagem no mercado

Vale a pena relembrar que ser eficiente, dentro de um mesmo modelo, já não é mais suficiente para se obter uma vantagem competitiva, assim como há muito tempo a qualidade não é mais um diferencial e sim requisito necessário para se estabelecer no mercado.

A pergunta que se deve fazer é: como a operação pode ser mais eficiente na entrega de valor que a dos concorrentes ou mesmo entregar um valor maior para o mercado? As fintechs por exemplo, demonstram claramente isso, que é possível entregar valor para o mercado produzindo de forma diferente atuando no ambiente digital.

Atualmente, a lógica competitiva está centrada na capacidade responsiva da empresa e, portanto, na sua capacidade de ser ágil e assertiva ao menor custo. É por isso que um dos maiores ativos da empresa são seus dados e o conhecimento gerado a partir deles.

Agora, analisando a questão de assertividade na abordagem de mercado, fazer negócios no ambiente digital é “trazer o consumidor para dentro da empresa”, ou seja, entregar o produto certo, na hora certa, no lugar certo e, o mais importante, se antecipar, ser o primeiro capaz de responder à demanda. É estabelecer um canal de comunicação e de percepção do comportamento desse consumidor.

Muitas atividades do ambiente físico podem migrar para o ambiente digital, como pesquisas de teste de produto, de intenção de compra, identificação de tendências e até monitoramento dos concorrentes, tudo em tempo real. Novamente, o desafio passa ser a capacidade de coleta e análise dos dados, geração de informação e a capacidade de resposta da empresa.

É a introdução de tecnologias de informação (TI), de automação (TA) e de internet das coisas (IoT) que permite que a transformação dos processos e atividades sejam feitas, promovendo a transformação digital dos negócios.

Desta forma, a transformação digital das empresas não é uma escolha, é pré-requisito para o desenvolvimento de negócios, independentemente do setor, porte, característica do mercado ou estratégia adotada.

As empresas nativas do ambiente digital levam vantagem em desenhar e implementar os novos modelos produtivos e de relacionamento com o mercado e as empresas migrantes digitais ainda contam com a força da marca. O que essas últimas precisam fazer é planejar e implantar a sua transformação.

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